AQIA na SÁBADO: A construir literacia em IA

Hoje, dia 22 de agosto de 2026, Pedro Ledo, jurista especialista em cibersegurança, publicou na SÁBADO a crónica de opinião “A Coragem de construir literacia em IA: O caso da AQIA portuguesa”.

Esta crónica apresenta a AQIA como uma resposta ao desafio tecnológico de preparar pessoas e organizações para compreender, usar e supervisionar sistemas de inteligência artificial generativa.

Recebemos esta análise com orgulho e também como responsabilidade. A questão mais importante é aquilo que a presença da academia permite discutir. Ou seja, o que significa construir literacia em IA em Portugal?

 

Literacia para trabalhar com IA

É fácil abrir uma ferramenta de IA generativa, escrever uma instrução e receber uma resposta. Tal facilidade criou a ilusão de que utilizar uma interface equivale a dominar a tecnologia, o que não é verdade.

Um sistema de IA pode produzir um texto bastante convincente a partir de uma premissa totalmente errada, reproduzir enviesamentos (do utilizador ou dos dados de treino) ou expor informação sensível. Todo o processo tem pontos críticos que o utilizador deve dominar, a começar pela estratégia.

Literacia em IA significa desenvolver conhecimentos, competências e critérios para:

  • Compreender o que um sistema de IA faz e os seus limites;
  • Definir a tarefa antes de escolher a ferramenta;
  • Fornecer contexto e instruções adequadas;
  • Avaliar qualidade, exatidão e utilidade do resultado;
  • reconhecer riscos de dados, privacidade, propriedade intelectual e enviesamento;
  • decidir o que pode (e o que não pode) ser automatizado.

O objetivo é permitir que cada pessoa compreenda a tecnologia que utiliza, saiba questionar os seus resultados e consiga aplicá-la com autonomia no seu contexto (sem transformar todos os profissionais em engenheiros de machine learning).

 

Portugal precisa de formação em IA

A formação em IA precisa de considerar as funções desempenhadas, os setores de atividade, os processos internos, os tipos de dados utilizados e o enquadramento nacional e europeu em que as organizações operam.

Um profissional de Recursos Humanos, uma equipa de Marketing, um jurista, um contabilista ou um técnico da Administração Pública não utilizam IA da mesma forma nem para a mesma finalidade. Todos trabalham com dados diferentes, tomam decisões com impactos diferentes e enfrentam riscos totalmente distintos.

Uma formação com aplicação em contexto de trabalho deve ensinar os profissionais a mapear a tarefa, identificar o contexto relevante, definir critérios de qualidade, testar o resultado e reconhecer os limites da utilização.

 

Literacia em IA integra o quadro regulatório europeu

O tema adquiriu uma dimensão regulatória. O artigo 4.º do AI Act aplica-se desde 2 de fevereiro de 2025. Segundo a informação atualizada da Comissão Europeia sobre literacia em IA, as alterações que entraram em vigor em meados de julho de 2026 contemplam a obrigação de as organizações que disponibilizam ou utilizam sistemas de IA apoiarem o desenvolvimento da literacia dos colaboradores que operam com esses sistemas.

A resposta deve considerar o background das pessoas envolvidas (conhecimento, experiência e a formação), o contexto de uso e os riscos dos sistemas. É recomendado que as iniciativas incluam compreensão geral da IA, oportunidades, riscos e aspetos legais/éticos.

 

O ecossistema formativo AQIA

Na sua crónica, Pedro Ledo identifica o diferencial que orienta o desenvolvimento da AQIA: “Não oferece atalhos. Oferece método.”

A missão AQIA não se limita a disponibilizar aulas gravadas. A academia combina formação remota assíncrona em português, tutores virtuais disponíveis 24 horas por dia, quizzes, exercícios, área de progresso de aluno, comunidades de apoio e biblioteca com vários recursos gratuitos.

O HUB de Formação em Inteligência Artificial também acrescenta continuidade ao processo de aprendizagem com cursos, séries, master classes e conteúdos em permanente atualização. A solução AQIA for Business, pensada para empresas, permite apoiar o desenvolvimento de competências dos colaboradores para além das sessões ao vivo e acompanhar a aprendizagem em tempo real.

Cada componente tem uma função:

  • Os cursos criam as bases de compreensão;
  • Os exercícios e quizzes estimulam a aplicação do conhecimento;
  • OS tutores, formadores e a comunidade permitem continuidade;
  • A progressão torna a aprendizagem observável;
  • Os conteúdos acompanham uma tecnologia que muda depressa.

 

Uma análise que aumenta a responsabilidade

A crónica de Pedro Ledo oferece uma perspectiva externa sobre o trabalho construído desde 2025. Agradecemos a atenção, a análise e as palavras dirigidas aos fundadores. Estas palavras abrangem também os formadores, parceiros e, principalmente, os formandos da academia.

A exposição do trabalho desenvolvido obriga a reforçar a exigência da qualidade. A AQIA continuará a atualizar conteúdos, testar métodos, identificar necessidades e demonstrar que a aprendizagem produz capacidade para pensar, decidir e aplicar IA com controlo.

Portugal necessita de profissionais com capacidade de trabalhar com Inteligência Artificial sem suspender o pensamento crítico, de organizações que promovam competência partilhada isso é possível com formação construída para o contexto nacional.

Ler a crónica completa de Pedro Ledo na SÁBADO